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Diabetes Mellitus Gestacional (DMG): o que é e como cuidar com tranquilidade


Durante a gestação, o corpo passa por uma série de transformações para garantir que o bebê receba tudo o que precisa para se desenvolver bem. Em meio a tantas mudanças hormonais, é comum que o metabolismo da glicose também se altere — e, em algumas mulheres, isso pode levar ao diabetes mellitus gestacional (DMG).

O diabetes gestacional é uma condição caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue durante a gravidez, mesmo em mulheres que não tinham diabetes antes. Ele ocorre porque os hormônios da gestação (lactogênio placentário) que podem dificultar a ação da insulina — o hormônio responsável por colocar a glicose dentro das células — fazendo com que o açúcar se acumule no sangue. Ocorreu um aumento temporário da resistência insulínica. 



É comum?

Sim. O DMG é uma das complicações mais frequentes na gestação e, felizmente, é detectado precocemente e tratável. Por isso, o pré-natal é essencial: é nele que realizamos a glicemia de jejum no início da gestação  (>92 já é diagnóstico) ou exame chamado teste de tolerância à glicose (TOTG), geralmente entre a 24ª e a 28ª semana, nos casos em que o diagnóstico ainda não foi feito.


O que pode causar?

Alguns fatores aumentam o risco, como:

  • Histórico familiar de diabetes;

  • Excesso de peso antes da gestação;

  • Ganho de peso excessivo durante a gravidez;

  • Idade materna acima de 35 anos;

  • Gestação anterior com bebê grande (mais de 4 kg).

Mas é importante lembrar: qualquer gestante pode desenvolver diabetes gestacional, mesmo sem esses fatores.


E o bebê?

Quando bem controlado, o diabetes gestacional não traz prejuízos ao bebê. Porém, se não for tratado adequadamente, pode levar ao crescimento fetal excessivo (macrossomia), parto mais difícil e risco aumentado de hipoglicemia no recém-nascido, bem como óbito intra útero 

Por isso, o acompanhamento regular e o controle da glicose fazem toda a diferença.


Como é o tratamento?

O tratamento é, na maioria dos casos, feito com:

  • Alimentação equilibrada, com orientação nutricional;

  • Atividade física leve, conforme liberação médica;

  • Monitoramento dos níveis de glicose.

Em algumas situações, pode ser necessário o uso de insulina, sempre com acompanhamento da equipe de saúde.


E depois do parto?

Na maioria dos casos, o diabetes gestacional desaparece após o nascimento do bebê. Ainda assim, é importante manter hábitos saudáveis e realizar o acompanhamento médico, pois existe um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.


Mensagem final

Receber o diagnóstico de diabetes gestacional pode gerar insegurança, mas é importante saber que você não está sozinha. Com acompanhamento adequado, alimentação equilibrada e atenção ao pré-natal, é totalmente possível ter uma gestação saudável e um bebê cheio de vida. 💛


 
 
 

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